Esse é o meu filme favorito, tanto pelo prazer que me traz ao assistí-lo quanto a simplicidade cruel da narrativa. Trata-se de uma garotinha filha de um pai ausente e uma mãe alcoolista que começa a se comunicar com um homem de 40 anos que é aspie e vive sozinho em NY. Ele, Max, conta todas as tristezas que viveu no passado, mas não demonstra pesar ao contar, sendo algo tremendamente natural, com toques de humor negro deliciosos. Tudo o que passa e que passou se deve principalmente por sua dificuldade em compreender as pessoas, já que tem um nível de autismo que o impede de compreender sentimentos e também demonstrar. Mary, a garotinha que mora na Austrália é uma menina que sofre bullying e vive solitária, apenas na companhia de um galo de estimação e da TV. Ela vai crescendo e o decorrer da sua vida não é nada agradável. Ela sofre muito, ainda que a animação deixe tudo em tom irreverente e delicioso. Esperamos ansiosos pelo encontro dos dois quando Mary se torna adulta e essa com certeza é uma das cenas mais bonitas do filme. Assisti dezenas de vezes e toda vez eu rio e choro. É o meu filme favorito e dificilmente deixará de ser.



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